domingo, 4 de novembro de 2012

Bombeiros Voluntários

Porque não só no Verão
Nos devemos lembrar deles
Aqui fica esta homenagem
Para cada um deles

Ser bombeiro voluntário é assim
Numa vida abenegada
O respeito vive em mim
De cada vez que saem para a estrada

Vida de bombeiro
Na luta pelo bem
A vida num formigueiro
Para quem o dom o tem

Louvo assim a coragem
De em prol dos outros viverem
Dando à vida uma miragem
Daquilo que realmente querem

O lema do bombeiro
Aquele que tem a alegria sentida
É como aquele Escudeiro
Dá a vida por vida.

Que seria de nós
Sem a ajuda preciosa
Destes que são a voz
Da vida sempre voluntariosa?

A vida destes soldados
Da paz diga-se bem alto
É vivida pelos dados
Lançados de bem alto.

Deixam a vida entregue ao destino
Para viverem como heróis
E quando ouvem o sino
Pelos olhos passam os viveres nos seus sóis.

Quando tomba um companheiro
Choram vivos a sua morte
E sentem e ouvem o conselheiro
Do destino que lhes calhou em sorte

Os soldados da paz
Que tanto por nós fazem
Vivem uma vida audaz
Com a vida que eles escolhem

Se não fossem os Bombeiros
Que seria de todos nós?
Numa coisa os destinos são certeiros
Que ninguém lutava por nós

Dar a vida por vida
É algo que respeito
A eles curvo-me perante a vida
Com a alegria no meu peito.
 

Ricardo Bragança Silveira
18 de Outubro de 2010

Acorda Sonhando

Abre-se um beijo
Um sorriso, um sonho.
Quando no amor eu ponho
A vida acordada
Que passa para ti com sede cantada

Eu quero sonhar
E sonho que te encontro
Nesse mundo distante
Numa vida a acelerar

E vais vivendo e eu também
Vais acordando, vais erguendo.
E eu olho mais além
Para sonhar que vou vivendo.

Vivo olhando para ti
E sonho acordar a dormir
Porque no sonho em si
Eu acordo e vivo
Para ao cimo subir.

Que queres tu?
Diz-me o que queres.
Se eu te puder dar o que sonhas,
Conseguirei juntar os seres
E para viver acordas.

Mas neste momento vives nas trevas
De um dormir sempre profundo
É preciso acordar as vozes
Que nem se calem um segundo
E correr com este mal
Que se apoderou do meu Portugal.


Ricardo Bragança Silveira
27 de Julho de 2011