segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sonho com o ideal sentido
De chegar junto dele
Mas o amor é contido
Naquilo que chamamos
Verdade do delírio

Quando vivemos ao contrário
E encaramos a vida
Sentimos a alegria contida
Para lá de um imaginário.

E lá no alto ele se encontra
E olhá-lo é um regalo
Mas o seu brilho forte
Impede-nos de o encarar
Com a garra da sorte.

Mas lá do alto ele olha
E vê-nos em eterna paixão
Mas dele nada sabemos
Senão aquela razão
Que sentimos e queremos

Mas não te aflijas!
Se pensas que ele te irá abandonar,
Descansa, pois seria mais fácil
Conseguires parar de lutar.

O quê? Já paraste de lutar?
Então sonha, pois para ti
O Sol caiu e não volta
Pois neste grandioso acordar
Nunca mais o verás brilhar

Achas mal? Pensavas que ele estaria lá para sempre?
Tem juízo e luta
Pois nem que saias de repente
O terás na labuta
Do que vem em frente

Mas não te aflijas, não
A noite será tua companheira
E no meio do sermão
Terás como acreditar
Que o Sol partiu sem voltar.

É isso que pagas, meu amigo
Por desistires de lutar
Pois vendo contigo
Quando conseguires acordar
Verás que partiu para não mais voltar.

Vá, chora, mas chora com calor
Porque quando te sentires nas trevas
Que a noite te traz
Irás sentir a profunda dor
Que a desistência audaz
Te deu sem reservas.

Mas que digo eu?
Tu sabes o que fazes
Não precisas de mim
Para caminhares em frente
E no abismo caíres de repente.

Por isso parte
Em busca do ideal
Será mais fácil sentires
Aquilo que está mal
Se nunca para ti mentires.

O Sol está lá
Bem no seu lugar
Mas não queiras cobrar
O lugar que ele conquistou
Porque ao contrário de ti, lutou…


Ricardo Bragança Silveira
2 de Janeiro de 2012

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