quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Solidão

Olho solitário para o mundo
Que gira rapidamente
E eu penso no segundo
Em que ele pára instantaneamente.

O mundo necessita de viver
Mas primeiro tem de parar
Para conseguir lutar
E depois bem alto dizer
Que tem um mundo para olhar.

E nós, alegres, vivemos a sofrer
Porque pensamos que não podemos
Calar o que está mal
E por esse mal vivemos
Porque o mundo está em destruição
Nesta triste solidão.

Quero partir e olhar o mundo
Para conseguir encarar
E viver no segundo
Em que decido gritar
Para um novo acordar

O mundo é triste
E vive acima de nós
Quem nele habita, tu viste
Que o pode destruir
Até ele eclodir

É neste sentido, que afirmo
Sem ponta de orgulho
Que nós deixámos perdido
O mundo que sonhamos
E que vive sem sentido
Sem rumo no desconhecido.

Sentes o mundo assim?
Pois, eu também o sinto
E, juro-te, não minto
Quando o vejo girar
Sem ao fundo chegar.

É hora de acordar!
É hora de lutar!
É hora de, juntos
Partirmos em busca
E encontrar novos mundos…



Ricardo Bragança Silveira
5 de Janeiro de 2012

2 comentários:

  1. Parabéns pelo blogue em espacial por este fantástico poema. Partilho algumas das ideias nele abordadas!

    Abraço

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  2. E eu agradeço as simpáticas palavras. É bom saber que partilha alguns destes sentimentos. Um abraço...

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