sábado, 7 de janeiro de 2012

Amordaçado

Amordaçado, é como me sinto
Quero gritar, mas não consigo
Será que estou errado?
Ou será, ainda, que minto
Quando te digo isso aqui ao lado.

Quero tirar esta mordaça
Quero bem alto poder gritar
Mas o mundo é uma ameaça
A cada novo acordar
Para sempre poder calar

Gostava de poder
Encarar o futuro sorrindo
Mas é, assim, rindo
Que eu consigo ver
Este mundo caindo…

Amordaçado, e sem forças
Acorrentado e sozinho
No meio desta luta desigual
Que luto atormentado
Num adeus monumental.

Que posso dizer?
Desisto, não posso mais
Só me apetece correr.
E ao fundo olhar
O mundo a perder.

Mas nesse horizonte
Vejo o Sol nascer
Para além desse monte
A esperança renasce
Num novo amanhecer.



Ricardo Bragança Silveira
6 de Janeiro de 2012

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