segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Excerto do Prefácio de "Acordar Vivo"

"Um Homem com projectos e ideais e que traça o seu
próprio caminho e se aventura “De Dia”, pois o Sol ajuda
com o seu imenso calor mas num “Estranho Acordar”,
onde objectividade/ subjectividade se misturam numa
“Eterna Insatisfação”, num apelo ao valor do Amor e do
Bem que a vida tem."

Por Ana Casanova Pinto

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Pois é amigos, em Março será lançado o meu livro "Acordar Vivo" pela "Temas Originais". Ainda não sei qual será o dia do lançamento mas logo que saiba irei informar... Esta é a concretização de um sonho e espero poder continuar a partilhar com vocês os meus pensamentos e as minhas palavras. Fiquem atentos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Segue Rodando

Segue rodando pela vida
E nós vemo-la seguir
Nessa vida esquecida
Que vemos cair.

Mas ela passa
E nós olhamo-la de fundo
E espera pelo momento que faça
Tudo acabar num segundo.

Senta-te aqui comigo
Vamos ver como passa
Engraçado como gira
Enquanto vives só contigo
E do fundo ela te admira.

Ah! Como eu gostava
De largar as correntes
Um esforço bastava
Para sermos experientes
Num sonho que acabava
Em momentos estridentes.

Ui! Queres estar aqui?
Então sai, e vai mais além
Porque daqui nada se vê.
E mesmo que venha alguém
Mostrar-te-á o mundo que vem.

Estou aqui para te acordar
E nem penses que vou desistir.
Mesmo que tenha de bem alto gritar
E fraco me comece a sentir
Terei algo para agarrar.

Vive o sonho de sonhar
Vive a vida a viver.
Não esqueças de contemplar,
Aquilo que queres esquecer
Para poderes afastar.

Eis chegados no momento
Em que juntos viveremos.
Não será um lamento
Mas o suficiente sofremos,
Por aquilo em que cremos.


Ricardo Bragança Silveira
12 de Janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Noite

Pudesse eu caminhar
E ao infinito chegar
Iria logo bem cedo
Do cimo do meu ser
A tua alma sempre aquecer.

Esse infinito que não chega.
Quanto mais o tentas alcançar
Mais ele te quer afastar
De um momento só dele
E que tu irás calar…

Quero dizer-te o quanto
Te enganas sobre o futuro
Mas mesmo eu próprio nada sei
Do que está para lá do muro
Que tu vês como uma lei.

Não esqueças de sonhar
E não esqueças de viver
Porque quando eu puder caminhar
Para os teus braços vou correr
E ficar feliz a valer…

Quando olhas o horizonte,
Que sentes ao ver
O que está além do monte
Num adeus de viver
Num sonho sempre quente?

Eu queria gritar
E o ideal alcançar
Num momento só meu
Em te tiro o que é teu
E vivo um novo acordar.

Mas porque foges de mim?
Porque sonhas sozinha?
Sabes que quero viver
Mas se não te tornas minha,
Fica difícil a valer…

Pudesse eu caminhar
E tu correr
Verias a vontade
Que existe no acordar
Para assim te ver sofrer

Contigo o dia chega ao fim
E eu vejo-te chegar
Mas no meu acordar
Vejo-te partir
Para mais tarde voltar

Noite, tu que corres
Enquanto eu caminho
No amanhecer morres
E, para te contemplar,
Sinto ganas de gritar…

Pudesse eu caminhar
E pela noite gritar
E veria o acordar
De um novo despertar…



Ricardo Bragança Silveira
9 de Janeiro de 2012

sábado, 7 de janeiro de 2012

Amordaçado

Amordaçado, é como me sinto
Quero gritar, mas não consigo
Será que estou errado?
Ou será, ainda, que minto
Quando te digo isso aqui ao lado.

Quero tirar esta mordaça
Quero bem alto poder gritar
Mas o mundo é uma ameaça
A cada novo acordar
Para sempre poder calar

Gostava de poder
Encarar o futuro sorrindo
Mas é, assim, rindo
Que eu consigo ver
Este mundo caindo…

Amordaçado, e sem forças
Acorrentado e sozinho
No meio desta luta desigual
Que luto atormentado
Num adeus monumental.

Que posso dizer?
Desisto, não posso mais
Só me apetece correr.
E ao fundo olhar
O mundo a perder.

Mas nesse horizonte
Vejo o Sol nascer
Para além desse monte
A esperança renasce
Num novo amanhecer.



Ricardo Bragança Silveira
6 de Janeiro de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Solidão

Olho solitário para o mundo
Que gira rapidamente
E eu penso no segundo
Em que ele pára instantaneamente.

O mundo necessita de viver
Mas primeiro tem de parar
Para conseguir lutar
E depois bem alto dizer
Que tem um mundo para olhar.

E nós, alegres, vivemos a sofrer
Porque pensamos que não podemos
Calar o que está mal
E por esse mal vivemos
Porque o mundo está em destruição
Nesta triste solidão.

Quero partir e olhar o mundo
Para conseguir encarar
E viver no segundo
Em que decido gritar
Para um novo acordar

O mundo é triste
E vive acima de nós
Quem nele habita, tu viste
Que o pode destruir
Até ele eclodir

É neste sentido, que afirmo
Sem ponta de orgulho
Que nós deixámos perdido
O mundo que sonhamos
E que vive sem sentido
Sem rumo no desconhecido.

Sentes o mundo assim?
Pois, eu também o sinto
E, juro-te, não minto
Quando o vejo girar
Sem ao fundo chegar.

É hora de acordar!
É hora de lutar!
É hora de, juntos
Partirmos em busca
E encontrar novos mundos…



Ricardo Bragança Silveira
5 de Janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Senta-te

Senta-te, contempla a vida
E disfruta do que tens
Porque tens uma ferida
Sempre que não vens
Viver sempre com vida.

Do baixo desse banco
Uma luz ténue tu contemplas
Porque é notória e sentida
A liberdade escurecida
De quando vives sem vida

O que queres fazer?
Levanta-te, levanta-te e encara
O que vês crescer
Nesse ténue horizonte
Que contemplas e que sente

Sim, sente. Algum problema?
O horizonte sente que te estás a afastar.
E por isso continuas sentado
Porque estás a calar
Aquilo que encaras ao longe
E te deixa consternado.

Tu, que estás sentado
É tempo de te levantar
Porque se ficas calado
Perante aquilo que vês
Caminhas para te ver
Lentamente a morrer.

É por isso que precisas
De te levantar imediatamente
Pois aquilo que tens em mente
É algo que tens de ver
Rapidamente a crescer.

É tempo de mudança
É tempo de acreditar
Porque o mundo só dança
Se quiseres ditar
As regras da perseverança…


Ricardo Bragança Silveira
4 de Janeiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sonho com o ideal sentido
De chegar junto dele
Mas o amor é contido
Naquilo que chamamos
Verdade do delírio

Quando vivemos ao contrário
E encaramos a vida
Sentimos a alegria contida
Para lá de um imaginário.

E lá no alto ele se encontra
E olhá-lo é um regalo
Mas o seu brilho forte
Impede-nos de o encarar
Com a garra da sorte.

Mas lá do alto ele olha
E vê-nos em eterna paixão
Mas dele nada sabemos
Senão aquela razão
Que sentimos e queremos

Mas não te aflijas!
Se pensas que ele te irá abandonar,
Descansa, pois seria mais fácil
Conseguires parar de lutar.

O quê? Já paraste de lutar?
Então sonha, pois para ti
O Sol caiu e não volta
Pois neste grandioso acordar
Nunca mais o verás brilhar

Achas mal? Pensavas que ele estaria lá para sempre?
Tem juízo e luta
Pois nem que saias de repente
O terás na labuta
Do que vem em frente

Mas não te aflijas, não
A noite será tua companheira
E no meio do sermão
Terás como acreditar
Que o Sol partiu sem voltar.

É isso que pagas, meu amigo
Por desistires de lutar
Pois vendo contigo
Quando conseguires acordar
Verás que partiu para não mais voltar.

Vá, chora, mas chora com calor
Porque quando te sentires nas trevas
Que a noite te traz
Irás sentir a profunda dor
Que a desistência audaz
Te deu sem reservas.

Mas que digo eu?
Tu sabes o que fazes
Não precisas de mim
Para caminhares em frente
E no abismo caíres de repente.

Por isso parte
Em busca do ideal
Será mais fácil sentires
Aquilo que está mal
Se nunca para ti mentires.

O Sol está lá
Bem no seu lugar
Mas não queiras cobrar
O lugar que ele conquistou
Porque ao contrário de ti, lutou…


Ricardo Bragança Silveira
2 de Janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo

Já em 2012, desejo que todos os amigos e todas as amigas tenham um excelente ano. Sei que vai ser um ano difícil, cheio de dificuldades, mas os Portugueses são peritos em ultrapassar dificuldades e conseguiremos, com muito sangue, suor e lágrimas, ultrapassar os obstáculos e ser bem sucedidos. Por isso amig@s, desejo-vos um excelente 2012, com saúde, amor e dinheiro...