quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Nunca

Nunca, essa palavra
Tão curta e tão longa
Os caminhos ela lavra
E no fim fica caída
Uma verdade sentida

Quando acabas o que fazes
Que dizes? Não, nunca mais
Pois aquilo que tu sabes
E nos chamas a ver
É o que estamos a conseguir ler

Encaras a vida como um ponto final
Isso é visto de todas as formas
Mas não podes viver com o mal
Que encaras nas normas
De viver sempre normal.

O que precisas tu? Já pensaste?
Precisas de encarar a vida
De dar a cara
De ter animação sentida
Num sentimento de grandiosidade.

Já pensaste na palavra nunca?
Já a miraste com olhos de ver?
Não me parece que consigas
Pois gostas de ter
Tudo perto ao que ligas.

Mas posso dar-te outro exemplo
Quando pensas que nunca mais
O ideal alcanças jamais
É altura de lutar
Por aquilo que queres acreditar.

Acreditas em quê?
Nem tu sabes ver
Quanto mais consegues viver
Sem o fundo do teu ser
Te chegar a conhecer

Ah! Quero viver
Quero encarar
Quero poder
Em ti profundo olhar
E no abismo saltar

Não, no abismo não
Pois ao cair no fundo
Bato com um senão
E deixo de encarar o mundo

Então vive, vive como gostas
Sonha com o mundo
Naquele pedaço profundo
Naquilo que acreditas
E na verdade que libertas

Assim, acorda, vive, sonha
Porque a vida acaba depressa
Nunca digas nunca
Nem quando o abismo regressa
De um mundo que muda
Depressa o que sonha.


Ricardo Bragança Silveira
28 de Dezembro de 2011

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