quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Horizonte ao Fundo

Com o horizonte ao fundo
O futuro contemplo
Pois neste nosso mundo
Onde não se guarda o sonho
E onde a vida é um templo

Vive-se ao som da água
E a vida é como o Rio
Porque não podes ter mágoa
Que a vida passa a correr
E tu, com medo de viver

Eu encaro o futuro de frente
E tu? Como o encaras?
Eu já tenho na mente
Tudo aquilo que esperas
De viver ocasionalmente.

Sim, tu vives por ocasião.
Porque na merda em que te enterras
Se não for a imensidão
Do saber que no fundo erras
Então diz Não.

Pronto, queres viver?
Tenho o remédio para ti
Começa por sorrir
Pois, caso contrário, o que queres ter
Não estará para ti aí…

Depois sê positivo
Sonha com o que sentes
Vive com o que sonhas
Pois só assim não mentes
Perante aqueles que encaram
Mas que no fundo se mascaram…

Sonho com o dia sublime
Em que o ser-humano
Vai gritar para dizer
Que a liberdade que o assiste
O atingiu a valer.

Ser-Humano, essa palavra
Que vive num grande querer
Mas que não passa de uma larva
Que vive sem ter
Vontade de viver

Era bonito, era mesmo
Que o Homem acordasse
Do seu sono profundo
E assim instalasse
Uma grande prova
De querer mudar o mundo

Mas o mundo vai girando
E o Rio vai correndo
E nós cá vamos andando
Sem vontade e sem querer
Para o mundo ver-mos sofrer…


Ricardo Bragança Silveira
29 de Dezembro de 2011

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