terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Formosa

Certa noite eu vi uma estrelaIa formosa pela rua
Não contemplava quem passava
Mas não, não ia nua
E nada à volta encontrava

Ela mostrava, perante a sua beleza
Que era pura e imaculada
Por dentro vivia a tristeza
De quem se sente usada
Pela vida em rudeza…

Caminhava com seus longos vestidos
E uns decotes opulentos
Para mostrar aos demais
Que não estaria, jamais,
Ao alcance dos lamentos.

Os que a viam passar
Ah! Como ficavam excitados.
Mas ela no seu andar
Olhava-os do alto
Para se sentirem pisados

Ela caminhava, serena e imaculada
Não tinha razão
Para ficar declinada
Perante a sua beleza conquistada
Em mente sã e corpo são.

As mulheres invejam a sua beleza
E ela do seu alto não sai
Perante a sua riqueza
Que as demais lá não chegam
Até ao dia que ela cai.

E de repente ela morre
Perde tudo o que a invejavam.
Vazia por dentro
Sem amor e carinho,
Fica perdida perante o destino.

Mas porquê? Pensava.
Agora não anda para trás.
E aqueles que ela pisava
Olham-na de cima abaixo
E mostram que errada ela estava.

Agora é ela,
Que do baixo do seu ser
Encontra o caminho
Que lhe custa a valer
Pois vive numa cela.


Ricardo Bragança Silveira
27 de Dezembro de 2011

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