quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Acordar


Quando acordo de manhã
E me entrego à labuta diária
Entrego-me à sorte
Daquela em que vivemos
A vida em permanente mutação

Acordo e levanto-me
Abro o dia ao horizonte
No acordar frio que nos assola
Naquilo em que vivemos
E criamos vida fora

Penso como será uma dia
Em que os olhos não se abrem
Mas quero sobretudo viver
Na vida que o destino nos reserva
A eterna essência do saber

Na luta diária me vejo
Encontrando para mim
Aqueles momentos felizes
Em que vivo o momento
De felicidade vivida para mim

Amanhã como será?
Não sei, não posso saber
Quero acordar como hoje
Olhar o meu viver
No sonho que nos acorda

Que podemos fazer para mudar o mundo
Se este nos acorda com violência
É por isso que quero dizer basta!
A tanta incompetência
Neste viver que é surdo!

A escumalha que vemos
A criar a vivência
Daquilo que sentimos
No acordar com violência
Que merda! Acorda Homem

Acorda para a vida
E vive-a com audácia
Sonha o que queres
Leva a liberdade caída
Do alto de uma boa árvore numa floresta.

Que mal te fiz eu?
Sim, que mal? Apenas te quero mostrar
Que mesmo nas merdas que fazes
Encontras a felicidade escondida
Mas para isso tens de acordar.



Ricardo Silveira
28 de Outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Forte da Casa

Forte da Casa terra do meu encanto
Vives com a luz das tuas gentes
Protegido por um manto
E nem às crianças mentes

Se um dia acordares e não tiveres
As pessoas do teu lado
Não te esqueças de viveres
Para aqueles que te viram crescer

Cresceste como uma criança
E neste momento és maior de idade
Sempre unido a uma crença
No teu grande futuro vindouro

O Tejo está ao fundo
A marcar o teu fim
Neste nosso mundo
Que é adorado por mim

Obrigado querida terra
Por existires para mim
No alto da tua serra
Com a beleza que não tem fim






Forte da Casa, 23 de Agosto de 2005
Ricardo Emanuel Bragança Silveira
Dedicado à minha querida vila