quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Enquanto a chuva cai

Enquanto a chuva cai
Ouço o bater constante das gotas
Nos telhados, no chão, nos carros

Vem-nos à memória
Aqueles momentos
Em que nos deparamos
Com a imaginação tida outrora

Nos momentos da infância
Essa que passa e não volta
E nos acorda para a vida
E nos ajuda a crescer
E nos aborda o viver

Deixa-nos nostálgicos
A chuva a cair
Deixa-nos a pensar
Se seria legítimo pedir um retorno à infância
Vivida no passado
Sonhada no presente

Quero voltar!
Dizes tu num acesso de raiva
Voltar para onde? Para a infância?
Essa que desprezaste quando lá passaste?
E hoje, ai hoje como desejas
Voltar à infância

Mas a infância não é mais do que
Aquele momento que passa
Passa e não volta
Apenas fica na memória
Aquilo por que passámos

Sairemos airosos
De um feliz acordar
Quando aprendermos a viver
Cada momento e recordar
Aquilo que todos passamos
E que todos vivemos!

Tu que lês estas palavras
Sim tu, que estás desse lado
Levanta um pouco do teu ser
Usa-o para a descoberta
Dos momentos que passam para viver

Ja pensaste se vives
A vida sem limites?
Como ela deve ser vivida
Sonhada e achada?
Não, não consegues viver!

Consegues andar e passar pela vida
Mas não vives o pleno.
És como o rio que passa
Tens um viver sereno
Sonhas com a perfeição!

Não te aflijas, não serás o único
Que assim vives
Precisamos gritar: "Acorda Homem!"
Olha a vida a mudar
Enquanto a chuva cai


Ricardo Silveira
03 de Novembro de 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Acordar


Quando acordo de manhã
E me entrego à labuta diária
Entrego-me à sorte
Daquela em que vivemos
A vida em permanente mutação

Acordo e levanto-me
Abro o dia ao horizonte
No acordar frio que nos assola
Naquilo em que vivemos
E criamos vida fora

Penso como será uma dia
Em que os olhos não se abrem
Mas quero sobretudo viver
Na vida que o destino nos reserva
A eterna essência do saber

Na luta diária me vejo
Encontrando para mim
Aqueles momentos felizes
Em que vivo o momento
De felicidade vivida para mim

Amanhã como será?
Não sei, não posso saber
Quero acordar como hoje
Olhar o meu viver
No sonho que nos acorda

Que podemos fazer para mudar o mundo
Se este nos acorda com violência
É por isso que quero dizer basta!
A tanta incompetência
Neste viver que é surdo!

A escumalha que vemos
A criar a vivência
Daquilo que sentimos
No acordar com violência
Que merda! Acorda Homem

Acorda para a vida
E vive-a com audácia
Sonha o que queres
Leva a liberdade caída
Do alto de uma boa árvore numa floresta.

Que mal te fiz eu?
Sim, que mal? Apenas te quero mostrar
Que mesmo nas merdas que fazes
Encontras a felicidade escondida
Mas para isso tens de acordar.



Ricardo Silveira
28 de Outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Forte da Casa

Forte da Casa terra do meu encanto
Vives com a luz das tuas gentes
Protegido por um manto
E nem às crianças mentes

Se um dia acordares e não tiveres
As pessoas do teu lado
Não te esqueças de viveres
Para aqueles que te viram crescer

Cresceste como uma criança
E neste momento és maior de idade
Sempre unido a uma crença
No teu grande futuro vindouro

O Tejo está ao fundo
A marcar o teu fim
Neste nosso mundo
Que é adorado por mim

Obrigado querida terra
Por existires para mim
No alto da tua serra
Com a beleza que não tem fim






Forte da Casa, 23 de Agosto de 2005
Ricardo Emanuel Bragança Silveira
Dedicado à minha querida vila

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Verão 2005

Foi no Verão, meu amor,
Que iniciámos a nossa paixão
Contigo não sei o que é a dor
E sinto que a minha vida não é em vão

Muitos mais Verões irão passar
Com a certeza de nos amarmos perdidamente
E enquanto os dias vão passar
Nos vamos ficar juntos para amar

Sei que tu nunca me irás magoar
Pois para nós o nosso amor é sagrado
E nem mesmo nos iremos trair
Porque a nossa relação é do nosso agrado

A maior certeza que tenho na vida
É o amor que sentimos um pelo outro
És a minha princesa, o meu tesouro
Sem nunca termos uma alegria contida

Sei que o Verão de 2005, minha princesa,
Será para sempre recordado por nós
E a nossa chama continua acesa
E ao nosso amor vamos dar voz

Damos voz e corpo ao nosso desejo
De estarmos juntos e nos entregarmos
Ao calor do nosso ensejo
Para o nosso amor segredarmos

Espero que depressa possamos unir o nosso amor
Para sentirmos a felicidade em pleno
E quando os nossos corpos se unem
Poderemos sentir a plenitude do nosso calor

Para sempre juro te amar
E te dar a felicidade que mereces
Por isso também te vou respeitar
Porque sei que assim não enlouqueces





Ricardo Silveira
Forte da Casa, 17 de Novembro de 2005
Para a mulher da minha vida, a razão de todo o meu viver, amo-te cada vez mais minha Princesa, Meu tesouro

Para a minha mana querida

Para a minha mana escrevo
Estas palavras mínimas
Pois ela é na minha vida o relevo
Por aturar um irmão como eu

Ela está comigo nos momentos bons
E nos momentos menos bons
Se ela soubesse como a adoro
E como a admiro pelo carácter que nela adoro

Sei que ela vencerá
Na vida que Deus lhe destinou
Com audácia ela adorou
A vida que ela viverá

Se um dia te sentires só
Não te esqueças que estou do teu lado
Mesmo quando me tornar em pó
A teu lado ajudarei no teu fado

És uma mana sem igual
Uma pessoa excepcional
E na tua vida vencerás
Com a tua luta as adversidades encararás

Que mais posso eu querer
Do que ter a tua presença do meu lado
O nosso amor é para manter
Na sequência do nosso fado




Ricardo Emanuel Bragança Silveira
Forte da Casa, 6 de Setembro de 2005
Para a minha mana querida com muito amor, obrigado por existires e por estares sempre do meu lado

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ode à minha mãe

Hoje é dia de festa
A minha mãe faz anos
Por isso a ti dou os parabéns
E sinto que serás feliz desta

Reguengos te viu nascer
Numa tarde de Agosto
Lisboa te viu crescer
Essa cidade que eu gosto

À minha mãe devo tudo
Desde a vida ao meu viver
E nem um pouco eu mudo
Toda a minha maneira de ser

És a melhor mãe do mundo
Que um filho pode querer
Um sentimento profundo
Que para sempre quero manter

Quero dizer a toda a gente
Que és a mãe que eu tanto amo
E em ti orgulho tenho
Salvado em torno da mente

Deste-me a minha vida
Que é a ti que eu a devo
Por sentir a tua vida
Em torno da minha e da mana

Não me posso esquecer
Que além de mim também existe a mana
Que eu tanto amo e quero manter
Junto a mim para toda a vida

Somos o símbolo da tua continuidade
E a razão do teu viver
E a nossa assiduidade
Sei que para sempre queres manter

De uma coisa podes ter a certeza
É que nos terás junto a ti para sempre
Sempre como a nossa mesa
Juntos como um momento

Graças a Deus que nasceste
Pois não sei o que seria
Se outra mãe teria
Ou se outra vida teria

Obrigado pela vida
Obrigado pela educação
Se em tudo na minha vida
É a minha sensação

Sei que em nós tens orgulho
Tanto como em ti temos
Pois em ti vemos
A heroína da nossa vida

Na minha vida só tenho um sonho
Ouvir a tua voz cantar
Feliz como podes estar
Na busca do teu sonho

E se um dia os teu filhos
Partirem antes de ti
Pensa no universo
Onde olharemos por ti

Nos momentos bons
E nos momentos maus
Lá estiveste tu
Na defesa dos teus rebentos

Felizes somos nós
Por te termos bem juntinho
Na força de um rio
Quando passa pelo moinho

Não me vou alongar mais
Para não te poderes maçar
E em actos que tais
Por ti vou lutar

Parabéns minha mãezinha
Luz dos meus olhos
Com boa mão para a cozinha
Nos teus temperos maravilhosos



Ricardo Emanuel Bragança Silveira
Forte da Casa 26 de Agosto de 2005
Dedicado à melhor mãe do mundo

Lassie

Lassie, uma cadela
Meiga e inteligente
Era um mundo só dela
E quem diz o contrário mente

Há 16 anos fui buscá-la
A um buraco abandonada
E lá não pude deixá-la
Pois no seu olhar era uma abonada

Trouxe-a para casa
Para viver uma boa vida
E logo que nela entrou
Soltou a alegria contida

Quando no prédio entrava
Mesmo antes de me ver
Logo ela ladrava
Que bom foi te ter

Todos os bons momentos
Que nos fizeste passar
Fizeram dos sentimentos
Aquilo que é bom recordar

Quando a tristeza nos assolava
Em momentos perdidos
Só ela nos consolava
Com os sentimentos doídos

Com teus olhos ternos
Nos conquistaste sem excepção
Momentos que queria eternos
Bem no meu coração

Queria tanto poder
Continuar contigo a meu lado
Mas sei que o teu viver
Foi para nós um achado

Lassie uma cadela
Meiga e inteligente
Num momento estava com ela
E depois partiu de repente

Partiste para o infinito
Numa viagem sem regresso
Sem aviso, sem sonho
Mas o descanso para ti eu peço.


O que me deixa feliz
São os 16 anos que connosco passaste
Sei que também foste feliz
Daí a amizade com que sonhaste...



Dedicado à minha cadela Lassie, que proporcionou 16 anos maravilhosos na minha vida...
Ricardo Silveira
Forte da Casa, 11 de Setembro de 2010