sexta-feira, 10 de maio de 2013

Aqui está a capa do meu novo livro "Desigual" editado pela Editora Lua de Marfim. O Lançamento será no dia 15 de Junho pelas 16h na Biblioteca do Palácio da Quinta da Piedade. Espero que gostem.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O nosso templo interior

Que as palavras do silêncio levem a força e vigor;
Assim entre o bem e a fraternidade.
Ó Malhete do Oriente e Ocidente.

Ora Pedra bruta de África ora Cinzel da América;
E Colunas da Europa com o Compasso da Ásia.
Faz da pele da Paz o mapa Universo.

Semeia por teu cuidado tudo que amas,
O vento leve pelo ar do Delta
Segue a Estrela de 5 pontas
Vê como a Luz muda a tua direção


Pedro Abreu

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A Minha forma de Amar

Amo com toda a força do meu ser
amo no momento e em toda a vida.
Amo no passado, no presente, no futuro
amo no início e no fim.
Amo na tristeza e na alegria
na verdade e na mentira.
Amo no branco, no preto, no cinzento
amo colorido e incolor.
Amo opaco, baço, inodoro
amo na audição e no mutismo.
Amo na presença, na distância
no aconchego e na ausência.
Amo nas horas, minutos e segundos
dias, semanas, meses e anos
amo no nunca e na eternidade.
Amo no sim, amo no não
amo também no talvez
na dúvida e na certeza
na utopia e no dogma
amo em alfa e em ómega
analfabeto e erudito.
Amo na escassez e abundância
amo muito com pouco
amo tudo com nada.
Amo pelo simples facto de amar.
Mas o meu amor não é correspondido
porque talvez
não se deva amar assim.
 

IN - APRENDIZ DE POETA - EMANUEL LOMELINO - TEMAS ORIGINAIS
 
 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Amor que ainda não aconteceu

Encontro-me mergulhada na escuridão
Na sombra de um amor...
que ainda não aconteceu.

Passam os dias,
os minutos,
os segundos
e...
lá no alto...
a lua brilha acomodada
no frio deste longo inverno.

Sinto-te tão perto...
tão longe...
curiosamente...
tao junto a mim.

Caminhamos lado a lado,
caminhos separados...
que se cruzam.

Sussurro-te:
Sou tua.

Sorris.

Afinal fui sempre eu.
Foste sempre tu.

A palavra amor ...
nunca fará tanto sentido
como... contigo.

Anjo endiabrado
Diabo de asa branca...

Meu amor...


Marisa Pereira Leitão, Pseudónimo literário de Sílvia Nunes.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ser Angolana


A alegria não contida
A boa fé tão espontânea
A vida toda num sorriso
Que se festeja dia a dia

 
Ao som do semba dolente
Suor e dor da minha gente
Que não perde a alegria

 
É a cor, tradição e ritmo
Carregada de sentires

 
É o orgulho imenso de dizer
Faço parte desta terra
E com orgulho afirmar
Eu sou Angolana!
 

Ana Casanova

sábado, 2 de fevereiro de 2013

























Aqui ficam as fotos da apresentação do Livro "Acordar Vivo" no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Forte da Casa.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O autor Ricardo Bragança Silveira e a Junta de Freguesia do Forte da Casa têm o prazer de vos convidar para a Apresentação do Livro "Acordar Vivo" no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Forte da Casa.

Morada: Rua Padre Américo, n.º2 – A - 2625-391 Forte da Casa

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Prefácio do Livro "Acordar Vivo" por Ana Casanova

Foi com surpresa e satisfação que recebi o convite do meu querido amigo Ricardo Bragança Silveira, para escrever o prefácio do seu livro de Poesia “Acordar Vivo”.

Respondi prontamente a este “desafio”, já que é a primeira vez que faço um prefácio de um livro não logicamente por esse factor mas e principalmente, pelo prazer que o mesmo constituiu.

Falar do Ricardo Bragança Silveira para mim é fácil na medida em que fui conhecendo o homem/Poeta/Amigo, de forma progressiva e natural considerando-o um ser humano especial e com valores que se traduzem nas palavras que constituem a sua poesia.

Honra, Amizade, Amor, Lealdade, fluem, nos gestos do Homem que se expressa em verso.

Encontrei no “Acordar Vivo” o homem batalhador, sonhador, empreendedor, resistente, amigo, irmão e filho, pois a família é muito importante para ele.

Um Homem com projectos e ideais e que traça o seu próprio caminho e se aventura “De Dia”, pois o Sol ajuda com o seu imenso calor mas num “Estranho Acordar”, onde objectividade/ subjectividade se misturam numa “Eterna Insatisfação”, num apelo ao valor do Amor e do Bem que a vida tem.

Neste livro, encontramos o amor, o viver consciente com amizade, humildade e honra pois como refere “A vida é um dom”, vivida apenas por alguns.

Ele acredita na vida e tem Sonhos e Esperanças revelados em verso.

 Em Acordar Vivo”, podemos encontrar poemas, com preocupação de cariz social, onde o poeta revela o que sente no Mundo em que vive e nos apela a tomadas de consciência e à necessidade de reagirmos e tomarmos atitudes.

Refere também em “Palavras Malditas” o questionamento do valor das palavras ditas por dizer mas faz uso delas exactamente pela força que sabe elas possuem pelo poder da argumentação, tal como em Palavras Perdidas” refere no fundo a banalização actual no uso das mesmas, de quem as utiliza para “falar por falar”.

Directa ou indirectamente sugere em vários poemas, elementos da natureza, que nos remetem para a história da Pátria e da terra onde vive e que ama, perseguindo o seu sonho maior que é o fazer “ouvir-se” enquanto escreve.

O Poeta cria-se e recria-se em versos que nos encantam pela verdade e pureza dos seus sentimentos.

A sua forma poética é genuína e isso aproxima-o muito do leitor e é na reciprocidade do que dá e recebe que se alimenta e faz da vida,  a sua Poesia e da sua Poesia a vida com que sonha.

É pois desta forma, que me orgulho de estar ao seu lado como amiga e leitora, assistindo ao seu “nascimento” literário.

“Acordar Vivo” é pois a chamada de atenção de Ricardo Bragança Silveira para a realidade mostrando-nos a sua inquietação, querendo despertar e alertar para a urgência da tomada de decisões mas sempre perseguindo “Um Sonho” e preconizando valores, traduzidos neste “Eu, os Outros e o Mundo”, sempre com um sorriso e pela positiva, porque e citando-o:

 “ O SONHO DÁ-NOS FORÇA, DE LUTAR E ACREDITAR”.

Termino pois, agradecendo o prazer enorme que me concedeu ao poder desta forma apresentá-lo e à sua poesia, um mundo que lado a lado partilhamos.

Obrigada, Ricardo Bragança Silveira!
 

 

                                                                               Ana Casanova                                                                   

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Que a noite de Natal seja inspiradora para os povos para a busca de um mundo mais justo e mais fraterno. Que o ano de 2013 seja o ano da união e da paz dos Homens.

domingo, 4 de novembro de 2012

Bombeiros Voluntários

Porque não só no Verão
Nos devemos lembrar deles
Aqui fica esta homenagem
Para cada um deles

Ser bombeiro voluntário é assim
Numa vida abenegada
O respeito vive em mim
De cada vez que saem para a estrada

Vida de bombeiro
Na luta pelo bem
A vida num formigueiro
Para quem o dom o tem

Louvo assim a coragem
De em prol dos outros viverem
Dando à vida uma miragem
Daquilo que realmente querem

O lema do bombeiro
Aquele que tem a alegria sentida
É como aquele Escudeiro
Dá a vida por vida.

Que seria de nós
Sem a ajuda preciosa
Destes que são a voz
Da vida sempre voluntariosa?

A vida destes soldados
Da paz diga-se bem alto
É vivida pelos dados
Lançados de bem alto.

Deixam a vida entregue ao destino
Para viverem como heróis
E quando ouvem o sino
Pelos olhos passam os viveres nos seus sóis.

Quando tomba um companheiro
Choram vivos a sua morte
E sentem e ouvem o conselheiro
Do destino que lhes calhou em sorte

Os soldados da paz
Que tanto por nós fazem
Vivem uma vida audaz
Com a vida que eles escolhem

Se não fossem os Bombeiros
Que seria de todos nós?
Numa coisa os destinos são certeiros
Que ninguém lutava por nós

Dar a vida por vida
É algo que respeito
A eles curvo-me perante a vida
Com a alegria no meu peito.
 

Ricardo Bragança Silveira
18 de Outubro de 2010